Este é o primeiro de um conjunto de artigos relacionados com a arquitectura empresarial de redes, tendo em vista à segmentação de redes e implementação de VLAN’s ( Virtual Lan’s ).
Antes mesmo de começar a enveredar por estes conceitos e aplicações mais práticas de redes, convêm ter uma idea de como funcionam as redes e qual o modelo por trás das mesmas.
A ISO, uma organização internacional responsável pela criação de normas e standards, por forma a obtermos um padrão de utilização de tecnologias, criou, em conjunto com outras instituições ( como a ITU, p.e. ) uma norma que regulamentasse a forma de vários computadores se interligarem. A essa fórmula convencionou-se de Modelo OSI.
O modelo OSI é composto por sete camadas hierárquicas, sendo cada uma delas responsável por um determinado tipo de interacção com o seu interpretador, seja ele mecánico (hardware) ou lógico (software).
Começando pela camada mais baixa e ao mesmo tempo mais abrangente, a camada física, e determina a forma física como se ligam os componentes e qual a sua tecnologia. É responsável pela movimentação dos bytes que compõe o pacote TCP/IP através de um determinado meio de transmissão (analógico,RDIS,RS232,ADSL).
A segunda camada, ou camada de enlace, é responsável pelo encaminhamento e correcção dos dados que são encaminhados pela camada um ( física ). É também responsável pela correcção da comunicação e do controlo do fluxo de dados. Aquando da existência de redes directamente ligadas, é esta a camada responsável pela comunicação, através da utilização dos MAC Address’s.
Na camada seguinte, a camada de rede, já há a interligação com o meio lógico. Introduz-se o conceito de endereço IP, sendo que esta camada é a responsável por traduzir os endereços IP em endereços físicos ( vulgo MAC Address’s ). É também a camada responsável, quando necessário e existente, pelo roteamento de dados, de acordo com as regras fornecidas.
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